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Muita iniciativa e pouca acabativa: especialista fala da importância do planejamento para colocar planos em prática

Por Administradores.com

Em entrevistas de emprego é comum o selecionador buscar em seus candidatos a capacidade de tomar iniciativas. Sem dúvida, é uma competência valiosa no mercado de trabalho. Porém, muitos profissionais ainda sofrem de um problema comum enquanto trilham suas carreiras: não terminam o que se propõem a começar.

Segundo Cláudio Tomanini, Professor de MBA da FGV e autor do livro “Na Trilha do Sucesso”, não adianta nada ter milhares de iniciativas e não planejar colocar em prática nenhuma delas. “Para evitar que isso aconteça e o profissional crie expectativas em seus superiores ou colegas, que depois serão frustradas, existe uma única fórmula, que não tem nada de segredo: planejamento”, diz Tomanini.

Vários profissionais acreditam que já se planejam e dão de ombros para essa etapa do processo. Porém, não é só a primeira etapa do processo, mas a mais importante — somente com um bom planejamento é possível prever problemas e adiantar-se a eles! “Sabe o famoso provérbio: ‘É melhor prevenir do que remediar’? Pois é, no trabalho é possível se prevenir, mas remediar muitas vezes custa um emprego”, alerta Tomanini.

Por isso, é praticamente impossível concretizar ações e atingir bons resultados sem planejamento. “Para planejar ações corretamente é necessário pensamento estratégico, dedicação e poder de análise”, diz o especialista.

Planejar é estudar o mercado, analisar a concorrência, elaborar um plano de ação baseado em estatísticas, dados, expectativas e muitas outras informações. A maioria das empresas brasileiras infelizmente não tem a cultura do planejamento. Quando ele ocorre, muitas vezes é no método top down, ou seja, dos superiores e gestores para os subordinados, sendo que esses últimos não adquirem o hábito de planejar sozinhos, já que recebem as estratégias de seus superiores. Se algo der errado, a responsabilidade é imediatamente conferida aos níveis superiores. Mas aí, que fim levam as iniciativas?

Planejar é realizar profunda análise do passado, presente e futuro. Não restam dúvidas de que o futuro só pode ser construído quando se conhece o passado. Cada profissional, em seu cargo e setor, pode apresentar proatividade no quesito planejamento. Em vez de aguardar as metas propostas de cima, por que não adiantar-se e analisar o mercado diretamente do seu ponto de vista?

“Analisar tendências não é tão complicado quanto parece. É essa análise que nos permite prever determinados acontecimentos durante o planejamento”, diz Tomanini. “Se fôssemos definir o termo previsão de uma maneira prática e informal, poderíamos dizer que é a ‘pretensão de saber o que teria acontecido se o que aconteceu não tivesse acontecido”.

As pessoas estão descrentes em relação à previsão, mas ainda assim ela está no centro da estratégia de marketing e do posicionamento competitivo. Portanto, a maneira mais segura de trabalhar com o futuro é por meio da análise de tendências, que podemos definir como a direção ou sequência de eventos que ocorrem em determinado momento.


Previsão de futuro não é só para gurus

“Veja como exemplo os tempos de crise financeira. A crise gera uma demanda por gurus da economia e analistas de mercado. Pois são eles os profissionais habituados a fazer o levantamento das probabilidades de acordo com uma análise do passado e do presente do mercado. Seja o mercado financeiro, econômico, consumidor, o que for.”

Esse tipo de análise é coisa para “especialista”. Análise de futuro e probabilidades de comportamento do mercado vão além da Matemática. Para qualquer mercado ou setor também é possível planejar e basear-se em possibilidades de cenário.

Um processo aparentemente tão simples, mas que inúmeros profissionais nem sequer cogitam colocar em prática. “De iniciativas as empresas estão cheias, precisamos urgente chegar às ‘acabativas’ e inovar cada vez mais dentro das empresas”, finaliza Tomanini.

Viviany Pfleger – editora do Blog Empreende Floripa
Viviany é Administradora (CRA/SC), analista de negócios/requisitos de produto de TI, e especialista em sistemas de planejamento e gestão empresarial pela UFSC. Idealizadora do Empreende Floripa desde 2010, gosta de empreender, gosta do impacto que isto pode causar, do desafio gerado, da sensação de um sonho realizado e de ver as coisas conectadas.

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