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Aberta a seleção para a segunda turma do programa Sebrae Delas Mulher de Negócios

Iniciativa busca fortalecer o empreendedorismo feminino em tempos de crise e irá selecionar até 500 empresárias de todo o Estado

O Sebrae/SC abriu nesta segunda-feira, 8 de junho, as inscrições para a segunda turma do Programa de Desenvolvimento do Sebrae Delas Mulher de Negócios, iniciativa que busca fomentar o empreendedorismo feminino em Santa Catarina. Esta edição vai selecionar até 500 empresárias de todo o Estado e será 100% digital e gratuita. A iniciativa tem o objetivo de aumentar a probabilidade de sucesso de ideias e negócios liderados por mulheres, e busca valorizar as competências, comportamentos e habilidades femininas, difundindo e profissionalizando a cultura empreendedora. As interessadas devem se inscrever até o dia 19 de junho pelo http://sebrae.sc/sebraedelas. Podem participar microempreendedoras individuais e proprietárias de empresas de micro e pequeno porte.

De acordo com a gestora do Sebrae Delas Mulher de Negócios, Marina Barbieri, o empreendedorismo feminino tem efeito multiplicador no crescimento econômico da sociedade. “As empresárias ainda enfrentam muitos desafios, como a maior quantidade de tempo dedicado à família e às atividades de casa, e a dificuldade para acessar crédito. Em tempos de crise, algumas desigualdades se aprofundam, aumentando ainda mais as dificuldades enfrentadas pelas empreendedoras. Acreditamos que a inclusão produtiva das mulheres via o empreendedorismo favorece a melhoria dos aspectos sociais, educacionais e indicadores de saúde tanto das empreendedoras quanto de suas famílias”, comenta Marina.

A empresária Amanda Magalhães participou da primeira edição do Programa, em 2019, e conta que o Sebrae Delas foi fundamental para que ela superasse os desafios que vieram com a crise do novo coronavírus. Proprietária da Toré Chocolates de Origem, marca de chocolates artesanais lançada em dezembro do ano passado, ela precisou refazer toda a estratégia do seu negócio para enfrentar a crise. A confiança para lidar com as adversidades logo no início do negócio foi construída ao longo da formação como empreendedora, com a ajuda de programas como Sebrae Dela Mulher de Negócios. “Quando eu comecei no Sebrae Delas foi quando eu decidi abrir a empresa e ali eu me senti acolhida como empreendedora e mulher, foi muito importante ter referências femininas”. A empresária ainda acrescenta que mesmo com as mudanças estratégicas logo no início, ela enxerga essa fase como uma oportunidade para aprender coisas novas e transformar o negócio para o período pós pandemia.

O mesmo aconteceu com as empresárias Fabiana e Juliana Mollmann. Sócias na Tudonas, negócio de roupas femininas com tamanhos diferenciados de Blumenau, elas precisaram rever as formas de trabalho para se adaptar ao período. Com o showroom da loja fechado e a maioria dos clientes lojistas também passando pela fase de crise, a marca aproveitou o cenário de incertezas para investir também no comprador final, com a realização de um bazar online e a criação de um site para e-commerce. “O apoio do Sebrae foi primordial para enfrentar esse momento que estamos vivendo com a Tudonas, para fazer as escolhas com a segurança de que as nossas decisões são as melhores para a empresa”, explica Fabiana.

O Sebrae Delas Mulher de Negócios é baseado em três pilares, “Meu, eu, nós”, que são voltados para despertar e fortalecer a cultura empreendedora das mulheres. “O eu corresponde ao que a mulher precisa desenvolver em sua vida, carreira, família, saúde e outros aspectos de sua vida. O meu, é tudo o que envolve o meu negócio, ideia e projeto, e o nós são assuntos que envolvem o universo da comunidade feminina. Os conteúdos aqui trabalhados visam a conexão entre as participantes e também a sua conexão com outras empreendedoras, a fim de construir e fortalecer redes de empreendedorismo feminino”, explica a gestora do Sebrae Delas Mulher de Negócios, Marina Barbieri.

Uma pesquisa divulgada pelo Sebrae mostra que os negócios liderados por mulheres estão sendo mais impactados com a crise do novo coronavírus. De acordo com o estudo, 52% dos negócios tocados por elas foram afetados “temporariamente” ou “de vez” pela pandemia, contra 47% das empresas tocadas por homens. O levantamento mostrou ainda a dificuldade que elas têm no acesso ao crédito. Entre as donas das empresas entrevistadas, 44% afirmaram que jamais buscaram empréstimo em bancos, contra 38% dos homens. Desde o início da pandemia, apenas 34% das mulheres buscaram financiamento, contra 41% dos homens. A intenção de pedir socorro aos bancos durante a crise também é menor entre elas, 54% contra 64% dos homens.  “Mais do que nunca, neste momento de crise é fundamental auxiliar as empresárias a desenvolverem os seus negócios de maneira inovadora e sustentável. O empreendedorismo feminino deve ser estimulado, para que essas diferenças sejam cada vez menores”, comenta Marina.

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